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Profissionais de saúde e seu papel-chave na prevenção ao suicídio

O suicídio de um paciente está entre as piores coisas que o profissional de saúde mental pode enfrentar. Além da tristeza que envolve essa situação, ainda é possível desencadear sentimentos de inadequação profissional, dúvidas sobre a própria competência e receio de prejudicar sua reputação no meio médico.

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) organiza o Setembro Amarelo em nível nacional. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

O suicídio passou a ser de interesse da psiquiatria em 1938. Em geral, é considerado como o resultado de uma doença e é a causa mais comum de morte precoce em pacientes psiquiátricos.

Várias medidas podem ser tomadas em nível populacional, subpopulacional e individual para prevenir o suicídio e suas tentativas. A abordagem do paciente em risco de suicídio pelo profissional de saúde é decisiva para preveni-lo. Identificar, avaliar e manejar pacientes suicidas são tarefas fundamentais da área médica.

Saúde mental é assunto sério e demanda cuidado de profissionais especializados, como psicólogas e psiquiatras. Portanto, quando a pessoa nota que algo não está bem em seu comportamento, é essencial buscar acompanhamento com bons profissionais.

Empatia e diálogo aberto

As orientações da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) são demonstrar empatia ao sofrimento da pessoa, evitar julgamento moral e, assim, estigmas. Diante de sinais de risco, o ideal é ter uma conversa franca e cautelosa sobre o tema com o paciente. Esse diálogo requer do profissional muita paciência para ouvir e falar. “A abordagem verbal pode ser tão ou mais importante que a medicação. Isso porque faz com que o paciente se sinta aliviado, acolhido e valorizado, fortalecendo a aliança terapêutica”, reforça a SBP em seu manual.

Outro ponto importante é não desqualificar o paciente que sobreviveu a uma tentativa ou que apenas ameaçou cometer suicídio. Segundo a Associação, todo paciente que fala sobre suicídio tem risco em potencial e merece investigação e atenção cuidadosas.

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