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Ética médica e cuidado no uso das redes sociais

As redes sociais representam uma verdadeira revolução na forma de interação entre pessoas e empresas, incluindo médicos e pacientes. Instagram, Facebook, LinkedIn, WhatsApp super funcionam para divulgar informações relevantes, aumentar a visibilidade e melhorar a relação de confiança com os clientes. Entretanto, para alcançar os resultados desejados, é importante adotar boas práticas e estar de olho nas regras éticas para transitar nas mídias de forma estratégica.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece parâmetros de comportamento éticos rígidos em relação à comunicação. E, caso as postagens infrinjam de alguma forma o Código de Ética Médica, os profissionais de saúde podem ser punidos. Estar alinhado com seus direcionamentos e orientações é fundamental para estabelecer um relacionamento saudável com seu público/cliente.

Restrições na área médica

Diferente de outros segmentos, a medicina não pode se transformar em uma ação comercial, já que a área da saúde não lida com clientes, mas sim com pacientes. Por isso o Conselho Federal de Medicina impõe algumas regras sobre a comunicação médica.

O que um profissional de saúde não pode fazer:

– Divulgar preços de procedimentos, formas de pagamento e parcelamento;

– Utilizar expressões como: “o melhor”, “o único capacitado”, “resultado garantido”, “popular” ou similares;

– Realizar e divulgar conhecimentos por meio de telefone, internet, televisão ou qualquer outro veículo de comunicação, que caracterize consulta individualizada;

– Anunciar ou divulgar títulos, qualificações, especialidades que não possua, sem registro no Conselho Federal ou que não seja pelo CFM reconhecida;

– Divulgar equipamento como se fosse garantia de sucesso do tratamento;

– Realizar ou permitir que seu nome seja incluído em propaganda enganosa;

– Anunciar a utilização de técnicas exclusivas;

– Fazer propaganda de método ou técnica que não tenha comprovação científica e não seja reconhecida pelo CFM como válida;

– Oferecer seus serviços por meio de consórcios, sites de compras coletivas e similares;

– Garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento;

– Criticar técnicas utilizadas por outros profissionais como sendo inadequadas ou ultrapassadas;

– Oferecer trabalho gratuito com intenção de autopromoção ou promover campanhas oferecendo trocas de favores;

– Praticar concorrência desleal.

Vale enfatizar que a adoção do bom senso e da ética e evitar o sensacionalismo são fundamentais. Nesse contexto, é preciso ficar atento à regulamentação do CFM quanto à divulgação de serviços médicos. Em caso de descumprimento das regras, o profissional pode responder junto ao Tribunal de Ética do Conselho Regional de Medicina, onde exerce a sua função.

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